LSM- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal pretende ampliar as ações do programa Celular Seguro para combater a comercialização de aparelhos roubados ou furtados em todo o país.
Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), realizada em Brasília, Lula informou que o governo possui registros de cerca de 2,5 milhões de celulares com ocorrência de roubo ou furto. Segundo ele, uma das medidas estudadas é o envio de notificações para aparelhos identificados no sistema, orientando os usuários a devolverem os dispositivos.
Ao comentar sobre a devolução dos celulares, o presidente sugeriu que os aparelhos possam ser entregues pelos Correios, evitando que os cidadãos precisem procurar uma delegacia. Lula afirmou que a medida seria uma forma de facilitar o processo, destacando que as pessoas não sabem “que tipo de delegado podem encontrar” ao buscar uma unidade policial.
Outra declaração do presidente também repercutiu nas redes sociais. Ao abordar a compra de celulares de origem irregular, Lula disse: “Eu sei que rico não compra telefone roubado. Mas eu sei que os pobres compram. Quem é que não gosta de comprar uma coisinha barata?”. A fala gerou críticas e debates, principalmente por ter sido interpretada por alguns setores como uma generalização sobre consumidores de baixa renda.
O programa Celular Seguro permite que usuários cadastrem seus aparelhos e realizem o bloqueio da linha telefônica e do dispositivo em casos de roubo ou furto, dificultando a revenda dos equipamentos no mercado ilegal.
Especialistas orientam que, antes de adquirir um celular usado, o consumidor verifique a procedência do aparelho e consulte o número IMEI para confirmar se não há registro de roubo ou furto.








