LSM – O fenômeno El Niño voltou a se formar no Oceano Pacífico e deve influenciar o clima no Brasil nos próximos meses. Conhecido por provocar mudanças nas temperaturas e nas chuvas, o fenômeno é acompanhado por especialistas de todo o mundo.
A confirmação foi divulgada na quinta-feira, 11, pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que apontam para um fortalecimento gradual do fenômeno durante o segundo semestre de 2026.
Segundo os órgãos de monitoramento, a temperatura da superfície do mar na região central e leste do Oceano Pacífico Equatorial já está cerca de 0,7°C acima da média, temperatura suficiente para caracterizar o início do fenômeno. O aquecimento das águas é um dos principais indicadores utilizados pelos meteorologistas para identificar a formação do El Niño e acompanhar sua intensidade.
Segundo a NOAA, o El Niño já está estabelecido no Oceano Pacífico Equatorial. As previsões indicam 63% de chance de o fenômeno ganhar muita força entre o final de 2026 e o início de 2027, ampliando a possibilidade de mudanças mais significativas no clima.
Mesmo ocorrendo longe do Brasil, ele tem impacto direto nas condições do tempo em diversas regiões do país.
De acordo com os meteorologistas, os efeitos devem ser percebidos principalmente durante o segundo semestre deste ano. Em algumas regiões, pode chover mais do que o esperado. Em outras, os períodos de seca podem ser mais prolongados.
No Sul do país, o fenômeno costuma provocar aumento das chuvas e elevar o risco de temporais, enchentes e alagamentos. Já em áreas do Norte e Nordeste, a tendência é de redução das chuvas e períodos mais secos.
No Sudeste, o fenômeno pode contribuir para temperaturas mais altas e períodos de calor mais intensos. No entanto, outros fatores também influenciam o clima da região.
— O El Niño funciona como um pano de fundo que aumenta a propensão para determinados extremos climáticos, especialmente chuva acima da média no Sul. Mas eventos como o do Rio Grande do Sul envolvem uma combinação muito complexa de fatores meteorológicos e hidrológicos — afirmou a meteorologista Andrea Ramos.
Os especialistas seguem monitorando o comportamento do El Niño para avaliar a intensidade do fenômeno e os possíveis impactos nos próximos meses. O acompanhamento constante das condições dos oceanos e da atmosfera é considerado fundamental para prever riscos e auxiliar no planejamento de ações preventivas.









