LSM – A saúde mental e a luta contra o preconceito estiveram no centro das discussões realizadas nesta quarta-feira, 20, durante mais uma edição do Fórum de Atenção Psicossocial de Maricá. O encontro aconteceu no Cine Henfil e reuniu profissionais da área, especialistas, usuários dos serviços de saúde e representantes da sociedade civil.
Com o tema “Loucura na Cidade”, o evento buscou ampliar o debate sobre os desafios enfrentados por pessoas com transtornos mentais no cotidiano, principalmente no convívio social e no acesso aos direitos básicos. A iniciativa integrou as ações do município em referência ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado no último dia 18 de maio.
Ao longo da programação, foram discutidas estratégias para fortalecer práticas de cuidado em saúde mental fora dos modelos isolados, priorizando o acolhimento, a convivência social e a construção de autonomia dos usuários da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
A subsecretária de Atenção Especializada, Daiana Albino, destacou que o fórum é uma oportunidade de ampliar o diálogo sobre inclusão e reforçar a importância do respeito às pessoas atendidas pela rede de saúde mental.
“O fórum é um espaço coletivo de diálogo sobre temas importantes. Nesta edição, em referência ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, buscamos reforçar que os usuários da RAPS têm o direito de circular pela cidade sem estigma e preconceito, com respeito, igualdade e acesso aos seus direitos como qualquer cidadão”, afirmou.
Já a supervisora técnica do CAPS AD, Bruna Raphaella Benevites, explicou que a proposta do encontro foi incentivar reflexões sobre formas de cuidado que ultrapassem os espaços institucionais, fortalecendo a atuação conjunta dos serviços e estimulando a independência dos usuários.
O evento também contou com palestra da médica psiquiatra Ana Paula Guljor, presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental. Durante a apresentação, ela falou sobre os avanços conquistados pela reforma psiquiátrica brasileira e os desafios que ainda persistem na construção de uma rede de atenção psicossocial mais inclusiva e humanizada.








