LSM- A cultura de Maricá volta a ganhar destaque internacional através do samba. A coordenadora da ala de passistas da União de Maricá, Kellyn Rosa, está nos Estados Unidos participando, pelo terceiro ano consecutivo, como diretora convidada da ala de passistas do tradicional bloco Ginga Brasil, em São Francisco, na Califórnia.
Reconhecido como um dos principais representantes da cultura afro-brasileira no carnaval de rua da Costa Oeste norte-americana, o Ginga Brasil reúne artistas, ritmistas e bailarinos em apresentações voltadas à valorização do samba e das manifestações culturais brasileiras. A presença da sambista maricaense reforça a representatividade cultural da cidade fora do país e evidencia a força do carnaval produzido em Maricá.
Durante a temporada artística nos Estados Unidos, Kellyn é responsável pela preparação coreográfica da ala de passistas do bloco, formada por mais de 60 dançarinos, além de ministrar workshops de samba em diferentes regiões da Califórnia.
“Voltar ao Ginga Brasil pelo terceiro ano seguido é muito especial para mim. É uma troca cultural muito forte, onde conseguimos mostrar a potência do nosso samba, da nossa dança e da nossa ancestralidade para pessoas de diferentes partes do mundo. Levar o nome da União de Maricá e da nossa cultura para fora do país é algo muito gratificante”, destacou a sambista.
Fundado em 1989 pela dançarina e produtora cultural Conceição Damasceno, o Ginga Brasil é considerado um dos grupos mais tradicionais do carnaval de rua de São Francisco. O bloco já contou com participações de nomes importantes ligados à cultura afro-brasileira, como Margareth Menezes e integrantes do tradicional bloco afro Ilê Aiyê.
Neste ano, o desfile terá como tema “Recôncavo: Umbigo do Mundo”, destacando a força cultural do Recôncavo Baiano através do samba afro e do samba de roda. A apresentação contará ainda com uma bateria formada por mais de 30 ritmistas. O desfile oficial acontece no próximo dia 24 de maio.
Kellyn também destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo bloco na preservação da cultura brasileira fora do país.
“O Ginga Brasil faz um trabalho essencial de preservação e valorização da cultura afro-brasileira. Ver tantos jovens e adultos interessados em aprender samba, respeitando nossas raízes e nossa história, é algo muito bonito de acompanhar”, afirmou.








