LSM – A Linha 3 do metrô, considerada uma das principais promessas históricas da mobilidade urbana do Estado do Rio de Janeiro, voltou ao centro das discussões políticas nesta quinta-feira, 14, após declarações do pre-candidato ao Governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante agenda em Niterói.
Ao lado do prefeito Rodrigo Neves, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), Paes afirmou que a Linha 3 “vai sair do papel” e declarou que o projeto voltou a ser debatido junto ao Governo Federal.
A proposta prevê a implantação de um sistema metroviário ligando Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, municípios que concentram grande fluxo diário de trabalhadores e estudantes da Região Metropolitana.
O projeto é apontado como estratégico para reduzir os impactos no trânsito da Ponte Rio-Niterói, da BR-101 e de importantes corredores viários do Leste Fluminense.
Segundo Eduardo Paes, estudos relacionados à obra já estariam sendo discutidos dentro de programas federais de infraestrutura, incluindo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Durante o encontro, Rodrigo Neves também defendeu a retomada do projeto e afirmou acreditar que a proposta pode avançar nos próximos anos. Segundo ele, a Linha 3 é considerada fundamental para melhorar a mobilidade urbana e estimular o desenvolvimento econômico da região.
A Linha 3 do metrô começou a ser discutida ainda em 1968, antes mesmo da inauguração da Ponte Rio-Niterói. Desde então, o projeto foi prometido em diferentes governos estaduais e federais, mas nunca saiu do papel.
Ao longo das décadas, estudos chegaram a prever diferentes modelos de ligação entre os municípios, incluindo trajetos subterrâneos, elevados e integração com outros modais de transporte.
Mesmo após anos de promessas, a ausência da Linha 3 ainda é apontada como um dos principais gargalos da mobilidade urbana no eixo entre São Gonçalo, Niterói e a capital fluminense.







