LSM- Um suposto campeonato de luta clandestina vem chamando a atenção de moradores de Itaipuaçu, em Maricá, após vídeos das disputas começarem a circular nas redes sociais nos últimos dias. O evento, chamado de “Sea Fight de Box”, estaria sendo realizado na orla de Itaipuaçu e teria reunido dezenas de pessoas em uma estrutura improvisada.
Segundo informações levantadas pelo LSM, uma das lutas teria acontecido em um estabelecimento localizado às margens da orla. As imagens divulgadas mostram participantes lutando em um espaço cercado por pneus, sem equipamentos adequados de segurança e sem qualquer estrutura profissional aparente para atendimento de emergência.
Vídeos que circulam na internet mostram quedas no chão improvisado, ausência de proteção adequada para os lutadores e grande aglomeração de pessoas ao redor da área das lutas. Ainda de acordo com relatos recebidos pela redação, não haveria ambulância no local nem equipe médica para atendimento imediato em caso de acidentes graves.
O evento também estaria promovendo premiação em dinheiro para os participantes, além de venda de bebidas alcoólicas e aluguel de narguilé no local.
A reportagem do LSM entrou em contato com a Prefeitura de Maricá para saber se o município tem conhecimento da realização do evento. Questionamos ainda se a Secretaria de Esportes, a Secretaria de Ordem Pública e demais órgãos responsáveis realizaram fiscalização ou adotaram alguma providência sobre o caso.
Segundo informações obtidas pela redação, um segundo dia de lutas estaria previsto para acontecer ainda nesta Sexta-feira.
O que diz a lei
No Brasil, eventos esportivos com contato físico e risco à integridade dos participantes precisam seguir regras específicas de segurança, autorização e responsabilidade civil. Dependendo da forma como o evento é organizado, os responsáveis podem responder por infrações administrativas e até criminalmente caso haja lesão grave, omissão de socorro ou exposição da vida de terceiros ao risco.
Além disso, eventos com cobrança, premiação em dinheiro e comercialização de bebidas precisam cumprir exigências relacionadas a alvarás, segurança, atendimento médico e autorização dos órgãos competentes.
Especialistas apontam que a ausência de ambulância, equipe médica e estrutura mínima de proteção pode colocar participantes e público em situação de perigo.
O espaço segue aberto para manifestação dos organizadores e das autoridades competentes.
Em nota a prefeitura informou por meio da Secretaria de Lutas e Esportes de Combate de Base e Alto Rendimento, informa que não autorizou, não apoiou e não possui qualquer relação com a atividade divulgada nas redes sociais.
A secretaria reforça que eventos realizados com apoio da Prefeitura seguem regras e exigências de segurança previstas para esse tipo de atividade. O caso será encaminhado aos órgãos competentes para conhecimento e providências cabíveis.








