LSM- O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), fez críticas à condução do governo estadual sob comando interino e cobrou uma definição rápida do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação.
Durante discurso no plenário, Ruas afirmou que a permanência de um gestor interino à frente do Executivo levanta questionamentos sobre a legitimidade para tomada de decisões. Segundo ele, é necessário que o STF dê uma resposta célere para encerrar a indefinição.
O governo do estado está sob comando do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, que assumiu interinamente em 24 de março. Desde então, foram registradas 859 exonerações na estrutura do Executivo, além da extinção de órgãos, como a Subsecretaria de Gastronomia, ligada à Casa Civil.
No discurso, Ruas também defendeu a realização de eleições diretas para a escolha de um novo governador até o fim do mandato, apontando o modelo como forma de garantir participação popular. Ele, no entanto, mencionou que há lacunas na legislação federal sobre o tema e citou casos semelhantes ocorridos em outros estados.
O parlamentar ainda criticou o que classificou como excesso de judicialização em disputas políticas, afirmando que decisões que não encontram maioria acabam sendo levadas ao Judiciário. Ele também mencionou uma ação no STF que questiona a eleição da presidência da Alerj e defende o retorno do voto secreto.
A situação segue em análise no Supremo Tribunal Federal, enquanto o cenário político no estado permanece indefinido.








