LSM – A Polícia Civil do Rio de Janeiro está avançando em uma investigação que mira a parte financeira do Comando Vermelho e aponta a família de Marcinho VP como peça importante nesse fluxo de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Iasminy Vergetti, da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE), a suspeita é de que, mesmo preso há cerca de 30 anos, Marcinho VP ainda consiga gerar e movimentar recursos oriundos da atividade criminosa. Esse dinheiro, de acordo com a investigação, não ficaria concentrado em uma única mão: ele seria distribuído e administrado por familiares próximos.
A polícia trabalha com a hipótese de que esses valores estariam sendo usados no dia a dia e também reinseridos na economia por meio de bens e negócios, numa tentativa de “esconder” a origem do dinheiro. O caminho investigado inclui compra de imóveis e circulação em atividades comerciais.
Essa nova fase da Operação Contenção, deflagrada nesta quarta-feira, 29, tem como foco justamente atingir a estrutura financeira da facção, além da expansão territorial do grupo. Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva contra alvos ligados ao Comando Vermelho.
Durante a ação, um dos presos foi Carlos Alexandre Martins, apontado como operador financeiro da facção. Ele foi localizado no Complexo do Alemão, no Morro do Adeus, e com ele os agentes apreenderam um carro e uma moto.
A investigação também menciona a família de Marcinho VP no contexto do inquérito. Ele é pai de Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, e de Lucas Santos Nepomuceno, o Lucca. Marcinho VP também é casado com a empresária Márcia Gama. Segundo informações da investigação, os três já são considerados foragidos.
O caso segue em andamento e ainda não há condenações. A Polícia Civil afirma que o trabalho agora é mapear toda a rede envolvida nesse esquema e entender até onde vai a circulação desses recursos.








