LSM- Um estudo internacional da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, apontou que a maioria dos homens não se enquadra em perfis considerados “tóxicos”.
A pesquisa, feita com mais de 15 mil participantes, mostrou que 89,2% apresentam níveis baixos ou moderados de traços ligados a comportamentos problemáticos, enquanto apenas 3,2% foram classificados no perfil mais hostil.
O levantamento analisou fatores como agressividade, controle emocional, visões sobre mulheres e normas de gênero. Entre os participantes, 35% foram classificados como “atóxicos”, sem sinais relevantes de comportamentos nocivos.
Apesar dos dados, especialistas alertam que o cenário não pode ser automaticamente aplicado ao Brasil. Pesquisadores destacam diferenças sociais e culturais profundas entre países como a Nova Zelândia e a realidade brasileira, marcada por altos índices de violência contra a mulher e desigualdade de gênero.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, o estudo serve como referência para discutir masculinidades, mas o contexto brasileiro exige cautela. Dados recentes mostram que ainda persistem visões machistas e comportamentos de subordinação feminina no país, o que reforça a necessidade de debate e políticas públicas.
A avaliação é que rotular todos os homens como “tóxicos” pode ser simplista, mas também não se deve ignorar desafios estruturais relacionados ao machismo e à misoginia no Brasil.








