LSM – O crescimento do uso de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil levou o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a estruturarem uma iniciativa voltada à organização e orientação de pesquisas sobre os chamados vapes.
A proposta envolve a elaboração de um documento técnico que deve reunir diretrizes para estudos científicos sobre os impactos desses dispositivos na saúde, além de estabelecer prioridades para novas pesquisas no país.
A ideia é consolidar o conhecimento já produzido e evitar que os estudos sejam feitos de forma isolada, criando uma base mais padronizada para a produção científica sobre o tema.
O debate foi realizado durante o seminário “Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil”, no Rio de Janeiro, reunindo pesquisadores e especialistas da área da saúde.
Durante o encontro, foram analisados levantamentos já existentes sobre o tema, com base em estudos produzidos entre 2019 e 2025, que tratam do uso dos dispositivos eletrônicos e seus efeitos.
Segundo os organizadores, o documento também deve ajudar a direcionar pesquisas em áreas ainda pouco exploradas, como impactos a longo prazo e consequências em diferentes perfis da população.
Os pesquisadores destacam a preocupação com o aumento do uso de vapes entre adolescentes e jovens, grupo considerado mais vulnerável aos efeitos da nicotina e ao desenvolvimento de dependência.
A avaliação é de que o cenário atual exige respostas mais coordenadas da comunidade científica e das instituições de saúde.
A expectativa é que o material sirva como referência para novas pesquisas e contribua para o embasamento de políticas públicas voltadas à saúde e à regulação do setor no Brasil.







