LSM – A CNH Digital já é uma realidade para milhões de motoristas, mas um detalhe ainda pega muita gente de surpresa e pode acabar em multa. Apesar de ter o mesmo valor jurídico da versão impressa, o documento eletrônico só é válido se puder ser apresentado na hora da fiscalização.
Na prática, isso significa que não basta ter a CNH no celular — é preciso conseguir acessá-la pelo aplicativo oficial Carteira Digital de Trânsito (CDT). Fotos, prints ou qualquer outro formato não são aceitos pelos agentes.
A regra é clara: se o motorista não conseguir exibir o documento no momento da abordagem, a situação é considerada como falta de porte da CNH, mesmo que ele seja habilitado.
E é aí que mora o risco. Um simples problema, como celular descarregado, travamento do aplicativo ou falta de internet, pode resultar em infração leve, com multa e até retenção do veículo até a apresentação do documento.
Outro ponto importante é que apenas CNHs emitidas a partir de 2017 permitem a versão digital, já que possuem o QR Code necessário para validação.
A praticidade da CNH Digital é inegável, mas exige responsabilidade. Em locais com fiscalização constante, como a RJ-106, qualquer descuido pode sair caro.








