LSM – O ovo sempre simbolizou vida e renovação, mas nem sempre foi doce. A tradição da Páscoa começou com ovos de galinha pintados, usados em rituais de fertilidade e, depois, incorporados à celebração cristã como símbolo da ressurreição de Jesus.
“É a partir dele que nascem muitos animais”, explica Karla Nery, instrutora de confeitaria no Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia do Senac. “O coelho, outro ícone da Páscoa, também está ligado à ideia de fertilidade, por se reproduzir com facilidade.”
Ao longo dos séculos, a prática ganhou cores, decorações e ritualidade. Na Europa, especialmente na França entre os séculos 17 e 18, confeiteiros começaram a transformar o ovo em chocolate, tornando o símbolo mais saboroso e atraente. A inovação rapidamente conquistou as prateleiras, e o que antes era apenas decoração passou a ser presente desejado.
No Brasil, a tradição de ovos de chocolate só ganhou força no século 20, impulsionada pela expansão da indústria e pelo apelo comercial da data. Hoje, ovos de todos os tamanhos, formatos e sabores invadem vitrines e lares, reforçando a presença do doce na cultura popular.








