LSM – Uma paciente contaminada com o vírus da HIV após um transplante de órgãos no Rio de Janeiro morreu no último dia 18, após meses de tratamento. O caso está relacionado a falhas em exames laboratoriais que não identificaram a presença do vírus nos doadores.
A contaminação ocorreu em 2024 e atingiu ao menos seis pacientes transplantados na rede pública de saúde. Os testes realizados à época apresentaram resultados falso-negativos, permitindo que órgãos infectados fossem utilizados nos procedimentos.
O laboratório responsável pelos exames havia sido contratado pela Fundação Saúde, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde, para atender o programa de transplantes. Após a descoberta das falhas, o serviço foi suspenso e o laboratório interditado de forma cautelar. Desde então, os exames passaram a ser realizados pelo Hemorio.
Desde então, as vítimas passaram a ser acompanhadas por equipes médicas especializadas. A paciente que morreu estava em tratamento contínuo e recebia assistência desde a descoberta da infecção.
O caso gerou grande repercussão e levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados no sistema de transplantes. As investigações apontam possíveis falhas no laboratório responsável pelos exames, além de apurar responsabilidades administrativas e criminais.
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que acompanha o caso e presta assistência aos demais pacientes afetados.








