LSM – A escalada de tensões no Oriente Médio voltou a colocar em evidência a vulnerabilidade energética do Brasil, especialmente diante da dependência de importação de combustíveis. A avaliação é do economista José Sergio Gabrielli, que vê no atual cenário internacional um fator de risco para o país.
Segundo o ex-presidente da Petrobras, conflitos envolvendo grandes produtores de petróleo podem impactar diretamente o abastecimento global e pressionar os preços, afetando economias que ainda não são autossuficientes em derivados.
Embora o Brasil seja um dos maiores produtores de petróleo do mundo, a limitação na capacidade de refino faz com que o país continue dependente da importação de produtos como diesel. Essa condição amplia a exposição a crises externas e às oscilações do mercado internacional.
O economista também chama atenção para possíveis impactos logísticos, como restrições em rotas estratégicas de transporte de petróleo, o que pode alterar a dinâmica de oferta e demanda no cenário global.
Além do setor energético, os reflexos podem atingir outros segmentos da economia. O aumento no preço dos combustíveis tende a elevar custos de transporte e produção, gerando pressão sobre a inflação e afetando o consumo.
O cenário internacional segue em monitoramento, e a evolução do conflito deve continuar influenciando diretamente o mercado de energia nos próximos meses.








