LSM – Morreu na madrugada deste sábado, 21, o ator e dramaturgo Juca de Oliveira, aos 91 anos. Com uma carreira que atravessou mais de sete décadas, ele se consolidou como um dos grandes nomes das artes cênicas no Brasil, com atuação marcante no teatro, na televisão e na dramaturgia.
O artista estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 13, tratando um quadro de pneumonia associado a problemas cardíacos. Ele deixa a esposa, a musicista Maria Luiza de Faro Santos, e a filha, Isabella Faro de Oliveira.
Nascido em 16 de março de 1935, em São Roque, Juca, batizado José de Oliveira Santos, iniciou sua trajetória acadêmica no curso de Direito da Universidade de São Paulo, mas abandonou a faculdade para seguir a vocação artística. Ingressou na Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde iniciou uma carreira que o colocaria ao lado de grandes nomes como Glória Menezes e Aracy Balabanian.
Seu talento chamou atenção ainda no início da década de 1960, quando foi convidado pelo diretor Flávio Rangel para integrar o Teatro Brasileiro de Comédia, um dos mais importantes palcos do país. Lá, brilhou em montagens como “A Semente”, de Gianfrancesco Guarnieri, e “A Morte de um Caixeiro-Viajante”, de Arthur Miller, papel que lhe rendeu o prêmio Saci de melhor ator coadjuvante.
Ao longo da carreira, também integrou o Teatro de Arena, referência em teatro político durante os anos 1960, período marcado pela ditadura militar. Engajado politicamente, chegou a se exilar na Bolívia após o golpe de 1964.
Na televisão, Juca de Oliveira participou de novelas e séries marcantes como Nino, o Italianinho, Saramandaia e O Clone, consolidando sua presença também junto ao grande público.
Reconhecido pelo rigor dramático e pela dedicação à arte, o ator deixa um legado expressivo para a cultura brasileira, sendo lembrado como um dos grandes intérpretes de sua geração.








