LSM – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na sexta-feira, 20, a criação de uma reserva estratégica de combustíveis no Brasil como forma de minimizar os impactos de crises internacionais sobre a economia e garantir maior previsibilidade no abastecimento.
A proposta surge em um contexto de volatilidade no mercado global de energia, com oscilações frequentes no preço do petróleo influenciando diretamente o valor dos combustíveis no país. A ideia é estabelecer um estoque regulador que permita ao governo agir em momentos de alta repentina ou risco de desabastecimento.
Durante a defesa da medida, Lula também demonstrou preocupação com a escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial. O presidente alertou para os riscos de agravamento do conflito e seus impactos diretos no abastecimento global.
Ao justificar a proposta, destacou a necessidade de o país se preparar para cenários extremos, afirmando que a ausência de um estoque regulador pode tornar o Brasil mais vulnerável a crises prolongadas. Segundo ele, um eventual bloqueio na região ou a intensificação do conflito poderia provocar efeitos ainda mais severos sobre o mercado internacional de energia.
Embora ainda em fase de discussão, a proposta deve envolver a participação de empresas do setor energético, como a Petrobras, além de exigir planejamento logístico e investimentos para armazenamento e gestão dos estoques.
Especialistas apontam que a medida pode fortalecer a política energética nacional, ampliando a capacidade de resposta do país a crises globais. Por outro lado, destacam que a implementação exigirá equilíbrio entre custos operacionais e benefícios econômicos, além de uma gestão eficiente para garantir sua efetividade.








