LSM – Um levantamento com registros da rede pública de saúde aponta que quase 40% das mulheres vítimas de violência no estado do Rio de Janeiro procuram atendimento médico mais de uma vez, após sofrerem novos episódios de agressão. O dado evidencia a recorrência da violência e o desafio para interromper esse ciclo.
As informações são baseadas em registros feitos em unidades de saúde por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ferramenta utilizada para monitorar casos de violência e outras ocorrências que precisam ser notificadas aos órgãos de saúde pública.
Especialistas apontam que o retorno das vítimas às unidades médicas indica que muitas mulheres continuam expostas a situações de violência, frequentemente dentro do ambiente doméstico. Em diversos casos, o atendimento de saúde se torna a principal porta de entrada para identificar o problema e acionar a rede de proteção.
Dados recentes também mostram que a violência contra mulheres segue em níveis preocupantes no estado. Somente em 2025, mais de 42 mil casos de agressão contra mulheres foram registrados em unidades de saúde, segundo informações de monitoramento estadual.
Além do atendimento clínico, as equipes de saúde têm a responsabilidade de registrar as ocorrências e orientar as vítimas sobre os caminhos para buscar apoio, incluindo acompanhamento psicológico, assistência social e atendimento em delegacias especializadas.
No Brasil, o enfrentamento à violência doméstica conta com instrumentos legais como a Lei Maria da Penha, que prevê medidas protetivas e políticas de prevenção e apoio às vítimas.
Especialistas destacam que a notificação adequada desses casos é fundamental para orientar políticas públicas e ampliar as estratégias de proteção às mulheres, permitindo identificar padrões de violência e direcionar ações de prevenção.








