LSM-A produção industrial brasileira registrou crescimento de 1,8% em janeiro de 2026, na comparação com dezembro de 2025. O resultado representa o maior avanço do setor desde junho de 2024, quando a indústria havia registrado alta de 4,4%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
Com o desempenho positivo no início do ano, a indústria nacional recupera parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025, período em que o setor registrou retrações sucessivas.
Comparação anual mostra leve crescimento
Na comparação com janeiro de 2025, a produção industrial avançou 0,2%, interrompendo três meses seguidos de queda.
Nos meses anteriores, o setor havia apresentado retrações de:
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-0,1% em dezembro,
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-1,4% em novembro,
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-0,5% em outubro.
Produção já supera nível pré-pandemia
Segundo o levantamento, a produção industrial brasileira está 1,8% acima do patamar registrado antes da pandemia de COVID-19, em fevereiro de 2020.
Apesar da recuperação, o nível atual ainda está distante do recorde histórico de crescimento de 15,3% registrado em maio de 2011.
Fatores que influenciaram o resultado
De acordo com o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, o crescimento de janeiro ocorre após uma queda intensa da produção em dezembro de 2025, quando muitas indústrias reduziram atividades.
Segundo ele, um dos fatores que contribuíram para a retração no fim do ano passado foi a maior frequência de férias coletivas nas fábricas.
“Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”, explicou o pesquisador em nota divulgada pelo IBGE.
Juros altos ainda preocupam o setor
Apesar do resultado positivo, o levantamento aponta que fatores econômicos ainda limitam uma recuperação mais forte da indústria, principalmente a política monetária com taxas de juros elevadas, que dificultam o acesso ao crédito e novos investimentos.
Mesmo com a alta registrada em janeiro, o saldo acumulado das perdas entre setembro e dezembro de 2025 ainda permanece negativo em 0,8%, segundo o IBGE.








