LSM – Mulheres em situação de violência passarão a contar com um novo serviço de apoio psicológico remoto oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prevê a realização de teleatendimentos especializados para oferecer acolhimento e orientação às vítimas, ampliando o acesso ao suporte em saúde mental.
O serviço começa a funcionar em março em projetos iniciais nas cidades do Rio de Janeiro e Recife. A proposta é que o atendimento seja gradualmente ampliado para outras regiões do país, alcançando municípios com mais de 150 mil habitantes nos próximos meses e, posteriormente, chegando a todo o território nacional.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do Ministério da Saúde voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher e ao fortalecimento da rede pública de acolhimento. O teleatendimento permitirá que mulheres tenham acesso a profissionais de saúde mental sem a necessidade de deslocamento, o que pode facilitar a busca por ajuda em situações de risco ou vulnerabilidade.
Durante as consultas virtuais, psicólogos e outros profissionais capacitados poderão oferecer escuta especializada, orientação sobre os direitos das vítimas e encaminhamentos para serviços de proteção e assistência disponíveis na rede pública.
Para acessar o serviço, as mulheres poderão ser orientadas e encaminhadas por unidades da atenção primária à saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros serviços que integram a rede de proteção. Esses locais funcionarão como portas de entrada para direcionar as vítimas ao atendimento psicológico remoto.
Também haverá a possibilidade de buscar o suporte diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital. A plataforma deverá disponibilizar um miniaplicativo específico para o serviço, com previsão de início de funcionamento no fim deste mês, facilitando o acesso ao atendimento de forma rápida e segura.
A expectativa do governo federal é que o programa consiga ampliar significativamente a capacidade de atendimento psicológico do SUS, oferecendo suporte para milhões de mulheres em todo o país. A estratégia também busca integrar o cuidado em saúde mental com serviços de assistência social e segurança pública, fortalecendo o acompanhamento das vítimas.
A ampliação do acesso ao acolhimento psicológico é considerada uma etapa importante no enfrentamento da violência de gênero. Segundo o Ministério da Saúde, iniciativas como o teleatendimento ajudam a reduzir barreiras de acesso ao atendimento e garantem que mais mulheres possam receber apoio de forma rápida, segura e sigilosa.








