LSM – O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) apresentará nesta quinta-feira, 5, durante consulta pública no Hotel CDesign, no Recreio dos Bandeirantes, a proposta de criação de um corredor ecológico marinho que se estenderia de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, até as Ilhas Maricás, em Maricá.
A primeira etapa do projeto prevê a criação de uma Unidade de Conservação (UC) com área estimada de cerca de 167 mil hectares, abrangendo do litoral metropolitano até o Pontal. O principal foco é proteger as baleias-jubarte, que todos os anos migram pelo litoral fluminense em direção à Bahia para o período de reprodução.
Segundo o secretário estadual de Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, a iniciativa busca a preservação da fauna marinha e regulamentação do turismo de observação, prevenindo acidentes como o ocorrido no ano passado, quando uma baleia foi atropelada próximo à Praia dos Anjos, em Arraial do Cabo.
O corredor marinho também pretende reduzir impactos da pesca predatória, ataques a animais e estabelecer normas para o turismo de observação, atividade em expansão no litoral fluminense.
O projeto apresentado nesta quinta representa apenas a fase inicial. Futuramente, o corredor poderá avançar pela Região dos Lagos e Costa Verde, chegando a Arraial do Cabo e, em uma terceira etapa, até Paraty. A concepção do estudo técnico teve origem em debates durante a Conferência dos Oceanos, realizada em Nice, na França, no ano passado.
Além de proteger a biodiversidade, a unidade de conservação marinha visa conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico. A área abrange atividades como pesca artesanal, esportes náuticos e turismo, que deverão operar sob regras específicas, garantindo a segurança da fauna sem inviabilizar setores produtivos.








